Sexta-feira
17 de Julho de 2026 - 

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Governo americano decide impor taxas a quase 3 mil produtos brasileiros que entram nos EUA

EUA anunciam tarifaço sobre produtos brasileiros O governo americano decidiu impor taxas a quase 3 mil produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos. Foi o resultado de uma investigação sobre práticas de comércio que o governo Trump considerou desleais. O relatório faz críticas à atuação do governo do Brasil nas negociações entre os dois países. A medida entrará em vigor na quarta-feira, dia 22 de julho: 25% de sobretaxa a quase 3 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Entre eles etanol, máquinas agrícolas, açúcar, papel, produtos químicos, manufaturados, calçados e vestuário. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Mais de 2 mil itens ficaram de fora do tarifaço. Entre eles, os dez produtos que o Brasil mais exporta para os americanos e que representam quase metade do valor das exportações brasileiras para os Estados Unidos, como café, carne bovina e suco de laranja. Também ficaram isentos gasolina, aeronaves civis, componentes de aviação, medicamentos e persos insumos farmacêuticos. A justificativa para essas exceções é que esses produtos não têm oferta suficiente nos Estados Unidos e poderiam gerar desabastecimento ou causar grande impacto econômico para os americanos. 1 de 2 Governo americano decide impor taxas a quase 3 mil produtos brasileiros que entram nos EUA — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução A balança comercial entre Brasil e Estados Unidos é favorável para os americanos. Em 2025, eles venderam 20% a mais do que compraram. O Brasil exportou US$ 37,7 bilhões para o mercado americano e importou US$ 45,1 bilhões. O resultado foi um déficit de US$ 7,5 bilhões para o Brasil. Para impor essas novas tarifas ao Brasil, os Estados Unidos abriram uma investigação sobre práticas desleais de comércio. Uma ferramenta legal que permite ao governo americano usar tarifas para pressionar um país se considerar que ele tem políticas que restringem o comércio americano. O Brasil foi investigado em seis pontos: A decisão do governo Trump foi pulgada na quarta-feira (15) à noite. O perfil do representante do Comércio dos Estados Unidos escreveu nas redes sociais: “Há décadas, atos, políticas e práticas injustificáveis do Brasil prejudicam o comércio dos Estados Unidos”. Em seguida, listou exemplos. Sobre desmatamento ilegal, afirmou: “As práticas de desmatamento no Brasil dificultam a concorrência justa da indústria madeireira dos Estados Unidos nos mercados globais. Impressionantes 91% do desmatamento na Amazônia, entre 2023 e 2024, decorreram da extração ilegal de madeira”. Sobre comércio digital, o representante do Comércio acusou a Justiça brasileira de emitir “ordens sigilosas determinando que empresas de tecnologia dos EUA - incluindo X, Meta e Google - removam determinados conteúdos políticos, suspendam contas pertencentes a residentes nos EUA e se abstenham de informar aos titulares dos perfis sobre a existência dessas ordens”. É uma referência às decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF - Supremo Tribunal Federal, de pedir o bloqueio de usuários de redes sociais em inquéritos como o das fake news e das milícias digitais. O governo americano também disse que corrupção “não é novidade” no Brasil e que “o país se afastou ainda mais das normas globais de combate ao suborno e à corrupção”. Em 2025, o Brasil obteve apenas 35 de 100 pontos no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional. O representante do Comércio citou também que o Brasil está em um relatório que identifica países que negam proteção adequada e eficaz à propriedade intelectual. O representante aponta falhas no combate à pirataria, assim como demora na concessão de patentes. O relatório usa como exemplo novamente a Rua 25 de Março, em São Paulo, apontada por eles como centro de venda de produtos piratas. 2 de 2 Investigação americana — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução No final, a publicação cita o PIX. Segundo americanos, o Banco Central brasileiro tem atuado como regulador para prejudicar prestadores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos e favorecer o PIX, sua “campeã nacional”. “O Banco Central do Brasil incentiva o uso do PIX em detrimento de outros serviços ao determinar que as instituições participantes ofereçam o PIX gratuitamente a pessoas físicas e ao limitar as tarifas que essas instituições podem cobrar de empresas por transações via PIX”. O PIX ampliou a inclusão financeira de milhões de brasileiros que não utilizavam contas bancárias regularmente porque as transferências eram caras ou complexas. Segundo o Banco Central, 80% da população brasileira já usou o PIX, que registrou recorde de 313,3 milhões transações em um único dia. Um cálculo publicado pelo Banco Mundial projetou que o PIX pode facilitar a geração de quase US$ 50 bilhões no PIB brasileiro até 2028. “Que não haja confusão: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa fé”. Afirmou que as políticas econômicas brasileiras são ruins para brasileiros e americanos e que Lula colocou o próprio ego à frente de um acordo pelo povo brasileiro, e que essa tarifa é o preço a pagar. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxaGoverno rejeita críticas e diz que fez mais de 30 contatos com os EUA para negociar tarifasValdo Cruz: Governo Lula classifica decisão dos EUA como 'ideológica' e diz que equipe de Trump agiu de má-féMauro Vieira diz que novas tarifas dos EUA não têm justificativa e lastro com realidade: 'Motivação política'Vieira classifica como 'ofensivas' declarações de Rubio e diz que secretário dos EUA ataca Lula com grosseria e arrogância'Golpe comercial às vésperas da campanha eleitoral': veja como a imprensa mundial repercutiu tarifaço de Trump contra o Brasil
16/07/2026 (00:00)
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